26 de set. de 2007


Cerâmica do Convento Jesus Maria
Aracena, Huelva, Espanha, 1999.












Sem nota sobre as peças.













Prato Em faiança espanhola, de Manisses. Diâmetro: 27 cm.

16 de set. de 2007

Tipo C

Estas, possuíam uma volumetria de cerca de 2,18 litros e eram caracterizadas por possuírem a base cónica. Eram utilizadas principalmente para o transporte de mel, podendo também, servir como tochas de iluminação.

Tipo B

De forma globular e com uma capacidade de 6,67 litros (meia arroba castelhana de azeite), quase que não apresentam diferenças entre si, de século para século. Como característica mais marcante, pode-se observar que as jarras do século XVII não apresentam qualquer vidrado, à semelhança, aliás, do que acontecia com as jarras do tipo A.

Tipo A

No século XVI, as jarras do as jarras do tipo A tinham um volume de cerca 16 litros e eram geralmente constituídas por barro normal, ao contrário do que acontecia no século XVII, em que o seu interior era geralmente vidrado e, ainda nesse século, vê-se um estreitamento das jarras e o uso de alcatrão e rolhas de cortiça como método de vedação.
Típicas da primeira metade do século XVII são também as jarras de fundo chato e as incisões ou marcas de proprietários nos gargalos.
No século XVIII, as jarras do tipo A são mais largas do que as suas antecessoras, enquanto que o barro usado na sua fabricação é de melhor qualidade, daí resultando uma pasta de características mais homogêneas.

Classificando

Segundo Mitchell Marken, as jarras espanholas dividem-se. de acordo com as suas formas e volumetria, em três tipos básicos: tipo A ou botijas peruleras, tipo B ou botija de media arroba e tipo C, botijas conicas.


No início

Após a descoberda do continente americano, A Espanha Imperial passa a exportar para o Novo Mundo grande parte dos alimentos e confortos, os quais seus colonizadores estavam a cosumados a consumir na terra de origem.
Tal fato teve grande o suporte da industria de olaria do sul da Espanha, em torno dos portos de Sevilha e Cádiz. Essa indústria produziu toda uma classe de contentores, hoje em dia chamados de anforetas ou jarras de azeitonas (em espanhol, botijuela, botijas, peruleras ou jarra de aceite).
Estes recipientes de barro, herdeiros de uma tradição oleira do mediterrâneo, com origem na Antigüidade Clássica, tinham formas indicadas para a estiva e transporte em águas agitadas.
As jarras de azeitonas eram produtos utilitários, fato que está evidente na deficiente qualidade de fabricação, sinal de que a quantidade era mais importante que a perfeição do produto final. Bolhas de ar na pasta, gargalos defeituoesos ou corpos assimétricos não eram reletvantes para a qualidade de fabricação, ja que o que mais importava era que a jarra fosse estanque suficiente para poder transportar líquidos tão variados como óleo lubrificante, óleo para a iluminação, vinho, vinagre, mel ou água. Eram fabricadas em torno de oleiro, sendo submetidas posteriormente à cozedura em forno.